Autoeficácia e Burnout em estudantes do ensino superior da área da saúde

Este projeto de investigação tem como objetivo principal caracterizar as variáveis psicológicas e académicas – a autoeficácia no ensino superior e a síndrome de burnout – em estudantes do ensino superior na área da saúde. 

As últimas três décadas foram marcadas por mudanças profundas no contexto do ensino superior português, no que se refere à sua estrutura (universitário/politécnico; público/privado) e à sua população (aumento do número de estudantes e diversificação dos seus perfis). 

As experiências vivenciadas pelos estudantes no ensino superior representam diferentes desafios académicos, cognitivos, afetivos, pessoais e sociais, característicos deste momento da formação (Almeida, Soares, & Ferreira, 2004). Desafios estes que podem desencadear nos estudantes processos de transição complexos (mudanças ambientais, hábitos de estudo, vida quotidiana…), exigindo aquisição de normas e de modelos de comportamento apropriados à instituição e ao nível de ensino (Pascarella & Terenzini, 2005). Estes desafios envolvem o rendimento académico, o desenvolvimento da capacidade de autorregulação no processo de aprendizagem, a capacidade de se relacionar de forma positiva com os outros e assumir uma postura proativa e autónoma face ao seu próprio percurso formativo (Almeida & Soares, 2003; Pascarella & Terenzini, 1991; Vieira, 2010). Os estudantes respondem de forma claramente diferenciada às características e oportunidades presentes na sua formação académica, colocando em evidência a necessidade de compreender as variáveis de natureza pessoal. Consideramos relevante analisar a Síndrome de Burnout em estudantes do ensino superior na área da saúde, dada a sua relevância junto dos futuros profissionais da área (Schaufeli, Jackson & Leiter, 1996; Rodrigues-Marín, 1995). A problemática relacionada com o Burnout em estudantes do ensino superior é uma questão que merece exploração adicional, embora os estudantes não sejam formalmente considerados trabalhadores, o núcleo das suas atividades, na perspetiva psicológica, pode ser considerado como trabalho, uma vez que as suas atividades estão envolvidas numa estrutura organizacional específica e obrigatória (Campos & Maroco, 2012). Pretende-se desenvolver respostas que auxiliem os estudantes a lidar com os desafios descritos.

 

Gestão da Dor dos idosos Institucionalizados: Acrescentando Competências aos Enfermeiros Generalistas

O projeto, apresentado por uma docente da ESSSM, integrada na unidade curricular Ensino Clínico I, enquadra-se no âmbito da Dor, considerada 5º Sinal Vital, estando a sua gestão ligada ao bem-estar e à prevenção de eventos adversos importantes. O projeto tem como finalidade aproximar a prática, de forma factível, às evidências científicas da gestão da dor dos idosos institucionalizados, permitindo que os locais de trabalho possam ser, também, um espaço permanente de produção de conhecimento e de aprendizagem para enfermeiros e estudantes de enfermagem. Define-se como objetivo geral melhorar as práticas profissionais do enfermeiro da gestão da dor dos idosos institucionalizados e como objetivos específicos mapear o conhecimento do enfermeiro sobre a gestão da dor, como 5º Sinal Vital; identificar quais as dificuldades e facilidades para a prática do enfermeiro relacionadas com a gestão da dor dos idosos institucionalizados; sensibilizar os enfermeiros sobre a importância da gestão da dor dos idosos institucionalizados; desenvolver e implementar um programa formativo para capacitar o enfermeiro para gestão da dor dos idosos institucionalizados e desenvolver novas competências relacionadas com a gestão da dor no enfermeiro generalista. Para tal, serão utilizados métodos de investigação-ação participativa.

 

Identificação de fatores stressantes nos estudantes de enfermagem antes e durante as práticas clínicas

Na sequência da mobilidade de uma docente da Universidade de Valladolid na ESSSM, foi proposta a realização de uma colaboração conjunta entre as duas instituições sobre o estudo dos fatores stressantes nas práticas clínicas/ estágios. O objetivo do estudo é conhecer os fatores que preocupam os estudantes nas suas práticas, reais ou simuladas, através da aplicação de um questionário aos estudantes de enfermagem, de todos os anos, comparando os resultados dos estudantes que já iniciaram as práticas reais, com os que apenas realizaram práticas simuladas, além de comparar os resultados entre as duas instituições. 

 

Desenvolvimento de Competências de Enfermagem no percurso académico dos estudantes: a prevenção da violência e de maus tratos infantis no processo de ensino-aprendizagem   

Na sequência da mobilidade de uma docente da Universidade Francisco de Vitória, foi proposta a realização de uma colaboração entre as duas instituições, no âmbito da promoção de competências de prevenção de violência e maus tratos infantis nos estudantes de enfermagem. O estudo tem como objetivo principal avaliar as competências relacionadas com a prevenção de violência e de maus tratos infantis no âmbito do curriculum académico. Este projeto foi implementado na universidade parceira no ano letivo 2018-2019, sendo um dos objetivos específicos a comparação dos resultados em ambas as instituições. Recorrer-se-á a metodologia quantitativa, do tipo quasi experimental (antes e depois), caracterizando-se por ser um estudo longitudinal e prospetivo. Os instrumentos utilizados para recolha de dados serão: livro La mirada de Sara Nosly. Relatos para la prevención de maltrato infantil, traduzido para português, questionário pré e pós teste, folha de avaliação de competências de trabalho individual e em grupo, validada por peritos, e questionário de satisfação com a atividade.