Recentemente, a Santa Maria Health School marcou presença na XIII Conferência Internacional de Investigação e Intervenção em Recursos Humanos, através da participação de Joana Cardoso, docente do curso de Terapia Ocupacional.
A docente foi convidada a integrar a 4ª Mesa Redonda DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão): Different Voices, Stronger Futures. O debate centrou-se na promoção de culturas organizacionais mais inclusivas, oferecendo uma oportunidade estratégica para advogar pelo direito à participação em ocupações relacionadas com o trabalho e a educação, especialmente no contexto da diversidade funcional e neurodiversidade humana.
Durante a sua intervenção, a docente sublinhou que a inclusão não se constrói apenas com a eliminação de barreiras físicas; é preciso eliminarmos barreiras atitudinais, através da abertura de horizontes para as diversas formas de “fazer” e de estar no mundo. “A inclusão só se torna realidade quando valorizamos as imensas possibilidades humanas de envolvimento em ocupações e quando existirem condições equitativas para o envolvimento em atividades que tragam significado à vida”, afirmou.
Pontos-Chave da Intervenção:
- Multidisciplinaridade e Participação Ativa: A inclusão deve ser um objetivo transversal a todas as áreas de planeamento organizacional, e não apenas uma preocupação isolada. É fundamental que as pessoas com diversidade funcional e neurodiversidade participem diretamente nos processos de tomada de decisão. É importante que várias áreas do saber se unam com o objetivo comum de incluir. A diversidade desafia a inclusão e a sua complexidade desafia a equidade; dificilmente teremos eliminadas as barreiras à inclusão se não promovermos estratégias de educação para o desenvolvimento de atitudes inclusivas.
- A Escuta como Ferramenta de Mudança: Em vez de exercícios teóricos de sensibilização, a docente defendeu a importância da escuta ativa de histórias reais e experiências vividas para criar empatia. Só através do contacto direto com a diversidade humana é possível identificar os desafios mais pertinentes na agenda para promover a inclusão.
- O Desafio do Recrutamento Inclusivo: No que toca à inclusão profissional, a docente deixou uma reflexão prática: perante candidatos com formas de comunicação menos comuns (como a gaguez), a melhor abordagem não é a suposição, mas sim o diálogo direto. “Não temos como imaginar; temos apenas de perguntar para perceber como a pessoa se vê a desempenhar a função”, concluiu.
Esta participação reforça o compromisso da nossa instituição e do curso de Terapia Ocupacional com a construção de sociedades e ambientes de trabalho mais justos, onde a diferença é vista como uma mais-valia e não como um impedimento.





